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Sergio Saraceni

Sergio Saraceni

Sergio Saraceni é natural do Rio de Janeiro, nascido em 1 de novembro de 1952, compositor e maestro atuante no universo audio visual.

Dos 12 aos 17 anos, estudou piano, orquestração e composição com Eunice Katunda, teoria musical com Bohumil Med, e violão clássico com Jodacil Damaceno e Turíbio Santos. Aos 18 anos de idade prestou vestibular para a escola superior de música Instituto Villa-Lobos-Fefierj (1970) e obteve o primeiro lugar entre 182 candidatos.

Após 2 anos, transferiu-se para os Estados Unidos (1972), graduando-se em “arranging and composition” pela Berklee College of Music. Sergio foi um dos primeiros brasileiros a chegar na escola que é hoje o mais conhecido e renomado centro de estudo de música popular do mundo.

De volta ao Brasil, trabalhou dando aulas, tocando em conjuntos, gravando e atuando como músico acompanhante de cantores populares (Nana Caymmi, Emílio Santiago, Beth Carvalho entre outros). Ao mesmo tempo, aprofundou-se no estudo do seu grande objetivo: o de atuar como compositor para cinema, publicidade e televisão.

Em 1977 , assina a trilha sonora original do seu primeiro filme, no premiado “Anchieta, José do Brasil”, longa metragem dirigido por Paulo Cezar Saraceni, num trabalho executado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Daí, iniciou uma sólida carreira como compositor de filmes. Musicou 42 longa-metragens, trabalhando com alguns dos mais importantes cineastas brasileiros, como Carlos Manga (Os Trapalhões e o Rei do Futebol), Paulo Thiago (Águia na Cabeça, Policarpo Quaresma), Fábio Barreto (O Rei do Rio), Murilo Salles (Nunca Fomos tão Felizes), Paulo Cezar Saraceni (Anchieta José do Brasil, Natal da Portela, entre outros), David Neves (Fulaninha), Nelson Pereira dos Santos (A Estrada da Vida, Insonia, O Ladrão) e muitos outros diretores.

Em 1978, após uma espera de 3 meses em frente aos estúdios de música da TV Globo em Botafogo, logra êxito e consegue uma vaga como arranjador no antigo e famoso programa de auditório “Globo de Ouro”, escrevendo para pequenos conjuntos acompanhantes de cantores famosos.

De lá, em 1979, juntamente com os maestros Waltel Branco e Geraldo Vespar, dá início a um trabalho pioneiro, escrevendo as primeiras composições originais para as novelas e séries de TV, o que viria a abrir um enorme caminho na própria TV Globo e nas outras emissoras, visando a criação de núcleos de composição de trilhas originais. Até aquela época, todos os programas de dramaturgia da TV Globo eram sonorizados por discos de trilhas sonoras americanas e européias, não havendo inclusão de músicas originais compostas por compositores brasileiros.

 Na televisão, destacaram-se as composições e a direção musical de Sergio em séries como “O Tempo e o Vento”, 1984, com A.C. Jobim, A. Didier, Dori Caymmi, “Anos Dourados”, 1985, “A Muralha”, 2000, e “Dalva & Herivelto ” em 2010 . Escreveu ainda trilhas sonoras originais para novelas de grande audiência, tais como, “Vale Tudo”, 1986, “Roque Santeiro”, 1988, “O Cravo e a Rosa”, 2000, “Celebridade”, 2003, “Belíssima”, 2004, e “Passione ” 2010.

Entre 1978 e 2011, Saraceni trabalhou ao lado dos mais importantes diretores de televisão do país, tais como Roberto Talma, Walter Avancini, Denise Saraceni, Dennis Carvalho, Jorge Fernando, Ricardo Waddington, Daniel Filho e muitos outros.

Nos anos 80 e início dos 90, Sergio atuou também como compositor no universo publicitário, com especial atuação na agência Provarejo, na produção de trilhas para a rede de lojas Mesbla.

Transfere-se da TV Globo para o SBT em 1993 com a finalidade de criar ali um centro de produção de música para dramaturgia, algo inédito naquela emissora. Deixa o cargo de diretor musical do SBT em 1995 e segue normalmente as suas atividades como compositor e produtor de trilhas originais para cinema e publicidade.

Em 1997, convidado por seu amigo, o compositor e maestro Aluisio Didier, assume as funções de compositor e produtor musical do canal à cabo Globonews, juntamente com a sua volta aos quadros da TV Globo. Na Globonews, ajuda a criar a trilha sonora deste canal, permanecendo ali, até o ano de 2004, quando deixa as suas funções neste veículo.

Premiado 5 (cinco) vezes nos importantes festivais de cinema de Gramado e Brasília . Ainda no cinema, colaborou (1980) com Radamés Gnattali na criação e produção da música do filme “Eles não usam Black Tie”, de Leon Hirszman . Com Radamés, Sergio construiu uma significativa parceria de amizade e música por longos anos. Formavam um belo grupo de compositores e grandes amigos, ao lado de Aluisio Didier, Antonio Carlos Jobim e Zeca Assumpção.

Atualmente prossegue sua carreira como compositor de cinema e televisão.

 

sergio

Obras de destaque

"Anchieta, José do Brasil", longa-metragem de 1977

"Anos Dourados", minisserie TV Globo em 1984

"O Tempo e o Vento", minisserie TV Globo em 1986.

"Vale Tudo", novela TV Globo em 1988.

"A Muralha", minisserie TV Globo em 2000.

"Dalva & Herivelto", minisserie TV Globo 2010.

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